Progressão Continuada

Progressão continuada NÃO É sinônimo de “aprovação automática”, como acabou se tornando na prática.

Deveria ser uma maneira de reconhecer a diferença de ritmos na aprendizagem ao longo de um período maior, que permitisse a recuperação antes do fim do ciclo.

Antes, se um aluno chegasse ao fim da primeira série com “nota vermelha” em Aritmética, por exemplo… “Repetia de ano”. Voltava para o zero, começava tudo outra vez. Não raro, repetia novamente, ia ficando cada vez maior a distância dos amigos, a diferença de idade com os colegas de classe, a falta de interesse e motivação… Muitos abandonavam a escola.

Com o ciclo de dois anos, havia tempo suficiente para que todas as crianças chegassem ao fim do segundo ano dominando os conteúdos e habilidades necessários para seguir adiante.

Reprovar sem atentar para as verdadeiras dificuldades do aluno era cruel. “Passar de ano” sem a menor condição de acompanhar o que vem a seguir e sem recuperação e reforço também é.

Na nossa gestão, haverá determinação clara, reiterada, para que as crianças não sejam “empurradas” para o ano seguinte e entregues à própria sorte. Com auxiliares da professora atuando na classe de modo a perceber as diferenças e dificuldades, aulas de reforço no contraturno, emprego inteligente de recursos tecnológicos, apoio À família para que possa haver apoio DA família, os alunos poderão progredir de verdade e não contarem apenas como estatísticas de aprovação.

***
Como o problema JÁ existe, precisamos atuar para corrigir erros cometidos nos últimos anos. Nessa “pílula” gravada para o SPTV, explico o que iremos fazer:

http://g1.globo.com/videos/sao-paulo/sptv-1edicao/t/edicoes/v/jose-serra-fernando-haddad-e-soninha-francine-falam-sobre-propostas-para-educacao-em-sp/2171443/

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4 pensamentos sobre “Progressão Continuada

  1. Pingback: Propostas – Educação | Propostas de Soninha Francine para São Paulo

  2. Olá candidata Soninha,

    Sou um jovem eleitor da região da Lapa que, como muitos jovens brasileiros, infelizmente me vejo um tanto quanto desmotivado e descrente da política brasileira. Contudo, ao invés de fugir para a indiferença, ultimamente venho tentando me “conscientizar” mais sobre o assunto, uma vez que não vejo como a nossa sociedade pode melhorar se não de tal forma. Naveguei pelo seu site, li algumas de suas propostas, mas gostaria de perguntar sobre esta questão de “Educação/Progressão Continuada” em específico. Algumas dúvidas que fiquei e gostaria de saber sua opinião ou proposta de governo:

    > Assim como outros candidatos, você possui alguma proposta semelhante ao “ensino integral” nas escolas? Mais tempo de aula no período da tarde, seja de reforço, atividades esportivas, culturais, etc?

    > Alguma idéia ou proposta sobre o incentivo ao ensino técnico/profissionalizante?

    > Afinal de contas, você propõe acabar com a “Progressão Continuada” de vez? Ou seja, acabar/ revogar com a “lei” que permite que o aluno não reprove?

    Por fim, algumas “idéias/sugestões” que gostaria de compartilhar -se é que já não as tem em seu programa de governo!-, ou pelo menos, saber sua opinião:

    > Aumento salarial de professores, dentro de sua esfera de governo, seria algo possível e almejado pelo seu programa de governo?

    > Minha mãe foi professora de escola pública por um bom tempo, portanto testemunhei este problema mais de perto: Além de planos de capacitação/especialização/treino para os professores, a fim de promover um melhor ensino, é algo muito bom. Mas, infelizmente, temo que nem sempre é o suficiente para prender a atenção do aluno. Por vezes, é necessário um pouco mais de autoridade para obter a disciplina em sala de aula. Existe alguma proposta para “devolver” esta imagem de “autoridade e respeito” aos professores, à Diretoria das escolas ou algo semelhante? -Ok, esta pergunta saiu um tanto quanto “capciosa”.

    > Por que não ensinar nas escolas como funciona o “sistema político brasileiro de governo”? Todos nós criticamos descaradamente o Governo, mas somos poucos que realmente sabemos como ele funciona. Uma “disciplina” que focasse somente em tal assunto, que explicasse como o nosso sistema democrático funciona, o papel e função de cada cargo político, os sistemas de partidos, Senado, Câmara de Deputados, etc etc. Uma disciplina que focasse na “geopolítica” brasileira, que não se limitasse apenas à um ano do ensino, por exemplo? Para melhor criticar -e contribuir- para a nossa sociedade e governo, é melhor antes entender como ele funciona, não?

    Enfim, possuiria inúmeras outras dúvidas, questões, sugestões, críticas e anseios sobre o seu plano de governo e política brasileiro no geral, mas acho que hoje ficarei por aqui.
    Muito obrigado pela atenção e esperarei uma resposta – caso não esteja muito ocupada por aí!

    Abraços e espero que ganhe!

    Kaidu Hanashiro Barrosa, 23 anos, mestrando pela Unifesp

    • Olá, Kaidu. Vamos lá :o)

      – Mais atividades: SIM, definitivamente! Na escola, na comunidade, nos equipamentos culturais e esportivos pela cidade.

      – Instalar, em parceria com o governo estadual (exemplo: cedendo área municipal), escolas de ensino técnico profissionalizante em pólos na periferia em que haja incentivo à atividade econômica relacionada ao conteúdo do curso. Exemplo: escolas de T.I. junto a incubadoras/empresas dedicadas a essa atividade.

      – Não existe “lei” para impedir que o aluno prossiga sem aprender – existe uma distorção aberrante da ideia de ciclos que precisa ser corrigida. Aluno não tem de passar de ano sem saber tanto quanto não tinha de ficar repetindo de ano indefinidamente por não aprender. Tem de ter reforço e recuperação ao longo de todo ciclo.

      – Aumento salarial: sim, temos de traçar um plano cuidadoso para aumento progressivo do vencimento padrão. “Cuidadoso” para garantir que a prefeitura consiga honrar suas obrigações – eu me lembro do tempo em que funcionários públicos faziam protestos para RECEBER salário (não para terem aumento). Além disso, aperfeiçoar sempre o plano de carreira para estimular, reconhecer e recompensar o esforço, a dedicação, o amor daqueles que fazem do magistério uma missão.

      – Respeitar para ser respeitado: vale para a própria escola, que não inspira sociabilidade saudável se for um lugar horrível; para o sistema educacional de modo geral (a própria aprovação automática é uma avacalhação que não ajuda a promover essa ideia de “autoridade” a que você se refere); para os profissionais, que precisam ter compromisso com o serviço público. Mas é óbvio que nos dias de hoje é preciso haver atuação forte junto à comunidade para construir um pacto de respeito e civilidade, com apoio de psicólogos, assistentes sociais, Saúde, Segurança Pública. Nos locais em que foi feito esse pacto, a mudança de fato aconteceu, inclusive em escolas em que havia episódios muito graves de violência. Precisa haver um programa de mediação de conflito… E a promoção decidida de Cultura de Paz. As atividades extra-curriculares contribuem muito para isso.

      – SEMPRE digo, nas minhas palestras, que a gente aprende mitocôndria e retículo endoplasmático na escola, mas não o que é Câmara Municipal. Decifra a tabela periódica mas não faz ideia de como funciona o voto proporcional. SIM, precisamos aprender isso na escola! No mínimo em um ciclo, digamos, de um semestre, como uma disciplina especial.

      Continue mandando sugestões, observações, críticas :o)

  3. Olá Soninha,
    Tenho 24 anos e vejo em você uma alternativa e esperança para o Estado de São Paulo.
    Bem, acredito que a principal luta de um candidato em qualquer cidade brasileira seja a educação, aquela de base, onde, ensinem crianças a ler, escrever e contar, de fato! Atualmente o formato do ensino brasileiro, a organização do ensino, forma analfabetos funcionais e, lendo suas propostas, não encontrei algo que diz respeito à esta estrutura de ensino.
    As escolas precisam reformular a forma de ensinar e não apenas pensar em pintá-las e dizer: “Uau, esta escola é boa pois tem computadores e está pintada!”; isto não resolve o problema da educação, ao meu ver.

    Em uma entrevista dada a Rádio CBN, o caricaturista, escritor e etc,. Ziraldo, diz que a estrutura organizacional do ensino precisa voltar às suas raízes, ou seja, uma ÚNICA professora para os 4 primeiros anos de ensino de uma criança. Esta professora conhecerá o aluno [quase] melhor do que a própria mãe, sabendo de suas dificuldades, assim como um médico de um determinado paciente. Não se troca de médico a cada ano, é bem comum uma pessoa ter apenas um médico durante um bom tempo.

    Qual sua visão a respeito desta formulação científica na organização da educação de uma pessoa? (Eu quero dizer 4 anos primários; 4 anos ginasiais; 4 anos preparatórios para educação superior; e por fim ensino superior).

    Gostaria muito de vê-la na prefeitura de SP. Abraços.

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